Conheça as principais doenças transmitidas por pragas urbanas

Construsul Desentupidora Porto Alegre 24 Horas: Conheça as principais doenças transmitidas por pragas urbanas – As doenças causadas pelas pragas urbanas e vetores são, na sua grande maioria, classificadas como zoonoses.

Pela definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), zoonoses são doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos. Neste contexto, existem algumas doenças nas quais os invertebrados possuem importante participação na transmissão como vetores, como é o caso da febre maculosa, transmitida das capivaras para o homem através da picada da praga chamada carrapatos.

Logo, pode se definir estes invertebrados como sendo vetores biológicos. Neles, ocorre multiplicação do agente infeccioso e posterior migração para a saliva, vindo a infectar o próximo hospedeiro onde vai se alimentar.

Há doenças que não precisa de um vetor para transmissão

E existem doenças em que não é necessária a participação de um vetor, a transmissão é direta animal/homem. Relacionando como as pragas, é o caso dos roedores, que transmite a doença leptospirose ao homem. Isto acontece pela eliminação da bactéria letospira spp pela urina e a penetração direta através da pele humana.

É o caso também de morcegos hematófagos transmitindo o vírus da raiva para o homem através da saliva, no ato das mordeduras e lambedura na pele humana. Alguns animais como pombos, morcegos e roedores, podem transmitir agentes infecciosos ao pulmão humano através de suas fezes contaminadas. São eles: Histoplasma capsulatum, Cryptococcus neoformans e Hantavírus; umedecê-las antes de manipulá-las e usar máscaras é bastante recomendável para prevenir a transmissão.

As pragas urbanas podem causar diversos agravos à saúde

As pragas urbanas como ratos, baratas, moscas e formigas potencialmente podem transmitir doenças como cólera, salmonelose, shiguelose, parasitoses, coccidioses, micoses e viroses, somente por carregar mecanicamente os agentes infecciosos em seu corpo e contaminar as superfícies por onde passarem; são chamados de vetores mecânicos. Por isto é que existe uma grande exigência por parte do Centro de Vigilância Sanitária de cada Estado no quesito controle integrado de pragas nas áreas onde se produz alimentos e produtos destinados à saúde.

Aranhas e escorpiões não estão relacionados com zoonoses, mas podem trazer outro tipo de agravo à saúde: os acidentes por animais peçonhentos. Quanto às aranhas, existem três em destaque no Brasil: armadeira (gênero Phoneutria), viúva negra (gênero Latrodectus) e aranha marrom (gênero Loxosceles).

Ectoparasitos como pulgas, carrapatos, piolhos e percevejos de cama são artrópodes que se alimentam de sangue animal ou humano. Além de estarem envolvidos com a transmissão de doenças, podem ocasionar grande incômodo pelo prurido intendo localizado ou generalizado, provocado pela picada e também abalo psicológico, em função da possibilidade da presença ou retorno parasitário.

1. Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril, causada por vírus. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti em área urbana e por mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes em áreas silvestres. Possui dois ciclos distintos: febre amarela urbana e silvestre.

A febre amarela silvestre é uma zoonose, tendo como principais hospedeiros os macacos, sendo o homem o hospedeiro acidental. Em área urbana, a doença é transmitida homem a homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (mesmo mosquito transmissor da dengue).

Sintomas da Febre Amarela

Os sintomas da Febre Amarela são febre alta de início abrupto, mal-estar, dor de cabeça, calafrios, cansaço. Os sintomas ocorrem aproximadamente por três dias e, em 85% dos casos, evoluem para a cura; 15% dos casos evoluem para formas graves com alta letalidade. Os sintomas desaparecem e reaparecem exacerbados, podendo ocorrer vômitos e fezes hemorrágicas.

Controle: a principal medida de controle é a vacinação das pessoas que habitam ou viajam para áreas endêmicas. O controle do vetor em áreas urbanas também é muito importante, associado ao uso de repelentes contra mosquitos.

2. Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por vírus, transmitida no Brasil pelo mosquito Aedes aegypti. A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito que se alimenta em uma pessoa doente, e quando pica outra pessoa sadia, pode transmitir a doença.

Trata-se de um mosquito que faz a postura dos ovos preferencialmente em recipientes artificiais, no domicílio e peridomicílio, tolerando pequenas quantidades de matéria orgânica e necessitando de água limpa para eclosão das larvas. Frequentemente utilizam pneus, recipientes plásticos, calhas e reservatórios de água. A postura é feita na parede do recipiente, mas o ovo precisa de umidade para eclodir.

Sintomas da Dengue

Os sintomas da Dengue são febre alta (39 a 40°C) que surge subitamente, mal-estar, ores no corpo. A educação em saúde é fundamental, a maneira mais eficaz de controle é a eliminação mecânica dos criadouros e o uso de larvicidas em locais onde a água não pode ser eliminada ou removida, associada ao uso racional de inseticidas, larvicidas e repelentes.

Foi desenvolvida uma vacina Dengvaxia da Sanofi, porem sua eficácia ainda não é considerada alta, cerca de 65,6% de proteção. Ela protege contra os 4 sorotipos do vírus da dengue, porém, para o sorotipo 2, a eficácia ainda é menor, cerca de 47,1%. Apesar disto, seu uso é recomendado, pois protege o indivíduo de uma forma mais grave da dengue naqueles que já tiveram a infecção. O Instituto Butantã está finalizando os estudos no desenvolvimento de uma vacina.

3. Febre Chikungunya

A febre chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada por vírus, transmitida no Brasil pelos mesmos mosquitos que transmitem a dengue e a doença do vírus Zika, o Aedes aegypti e Aedes albopictus. A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito, a fêmea se alimenta do sangue de uma pessoa doente, e, quando pica outra pessoa sadia, pode transmitir a doença.

Até 2016, o vírus circulava somente em alguns países da África e Ásia, os primeiros relatos de epidemia ocorreram por volta de 1952 na Tanzânia (África leste), onde denominaram a doença chikungunya, ou, “aquele que se curva”. Até 2015, já se identificou o vírus em mais de 60 países na Ásia, África, Europa e Américas. No Brasil, os primeiros casos começaram a ocorrer em setembro de 2014 no Oiapoque (AP) e Feira de Santana (BA) e, a partir de então, vários países americanos têm notificado infecções esporádicas.

Sintomas da Febre Chikungunya

Os sintomas da Febre Chickungunya são febre alta (39 a 40°C) que começa subitamente, dores intensas nas articulações de dedos, tornozelos e pulsos (somente em 70 a 100% dos casos). Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele, que coçam intensamente. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. As mortes são raras, complicações ocorrem, como a persistência das dores articulares por meses ou até anos.

Risco de transmissão da mães-filho na gestação: é incomum, mas se a gestante for infectada no período próximo ao parto, o bebê pode apresentar sintomas da doença e manifestações graves (em até 50% dos casos) no sistema nervoso central, circulatório e pele.

4. Doença do vírus Zika

O vírus Zika é uma doença infecciosa caracterizada por sintomas leves de febre e dores musculares, associada à conjuntivite e às erupções na pele, causada por vírus, transmitida no Brasil pelos mesmos mosquitos que transmitem a dengue e a chikungnuya, o Aedes aegypti e Aedes albopictus.

A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito. Quando pica outro indivíduo sadio, pode transmitir a doença. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o vírus Zika é um vírus recente, transmitido pelo mosquito. Esse vírus foi inicialmente identificado na África, especificamente em Uganda, na floresta de Zika, em 1947, em macacos Rhesus, através de uma rede de monitorização da febre amarela selvagem.

Posteriormente, foi identificado em seres humanos, em 1952, na Nigéria. Têm-se registrados surtos da doença do vírus Zika na África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico. Entre 2007 e 2013, foram notificados os primeiros casos no Pacífico (Polinésia Francesa e Yap). Nas Américas, particularmente na Colômbia e no Brasil (Natal – RN), os primeiros casos foram identificados no início de 2015. Desde outubro de 2015, outros países e territórios das Américas vêm registrando a presença do vírus.

Sintomas da doença do vírus Zika

Os sintomas da doença do vírus Zika são febre leve ou ausente, dores menos intensas nas articulações em geral nas extremidades, às vezes acompanhadas de inchaço, olhos vermelhos e aversão à luz, manchas vermelhas na pele que coçam intensamente. Estes sintomas costumam durar de 2 a 7 dias. Têm sido descritas complicações neurológicas e autoimunes da doença.

E, de fato, existe uma forte suspeita da relação entres vírus Zika e casos de Síndrome de Guillain-Barré, que é caracterizada pelo comprometimento do sistema nervoso ao ser atacado pelo sistema imune, e pode causar paralisia. O aumento total na incidência do problema no país foi de 19% em 2015, em relação a outros anos. Em 2016, estudos sobre esta correlação estão em andamento.

Risco de transmissão mãe-filho na gestação: o aumento de casos de bebês que nasceram com microcefalia em 2015 no nordeste brasileiro tem levado à hipótese que esteja associado à infestação pelo vírus Zika das mães durante os primeiros meses de gestação. A hipótese é reforçada por um conjunto cada vez maior de evidências encontradas, como o isolamento do vírus no líquido amniótico de gestantes com fetos microcéfalos. Contudo, é preciso maior avanço nas pesquisas para confirmar esta relação, que nunca havia sido descrita no mundo até 2015.

5. Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pelos mosquitos do gênero Phlebotomus. Existem duas formas distintas da doença: Visceral, conhecida como calazar e Tegumentar conhecida como úlcera de Bauru.

O mosquito fêmea alimenta-se principalmente do sangue de canídeos e roedores, e o protozoário precisa realizar parte do seu ciclo no corpo do inseto para se tornar infectante. O homem entra acidentalmente na cadeia de transmissão.

É comum em áreas de florestas, mas há ciclos urbanos relacionado ao cão como principal hospedeiro vertebrado. Geralmente a lesão cutânea/tegumentar ocorre no local da picada e leva à destruição dos tecidos; na leishmaniose visceral o parasita migra para os órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea e, se deixado sem tratamento quase sempre resultara na morte do hospedeiro. Existem diversas espécies de flebótomos envolvidos na transmissão.

Sintomas da leishmaniose

Tegumentar: úlcera cutânea, formada a partir da picada do mosquito, que aumenta de tamanho e não cicatriza, independe de cuidados adotados. O tratamento é feito com medicação sistemática, específica para matar o protozoário.

Visceral: a infecção pode ser assintomática e inaparente, na forma clássica, o paciente tem febre, anorexia, perda de peso, severa anemia com palidez de pele e mucosas, aumento do volume no abdômen e hemorragias.

Controle: em áreas urbanas epidêmicas, eliminar cães doentes, pois não respondem bem ao tratamento, e tratamento humano medicamentoso para prevenir e eliminar a transmissão. O controle do vetor com eliminação de possíveis criadouros é indicado também como medida complementar.